O apanhador no campo centeio

O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO
The Catcher in the Rye: J.D.Sellinger

Além de ser o livro que mais se lê na América do Norte, esse também foi o livro que John Lennon autografou a pedido de Mark Chapman, que logo depois o mataria.

Mark Chapman pediu a John Lennon que autografasse uma cópia de The Catcher in the Rye, e no mesmo dia assassinou o ex-Beatle. Um livro para pessoas instáveis e violentas? O bem-sucedido publicitário brasileiro Washington Olivetto sempre tem em sua casa dezenas de exemplares de The Catcher in the Rye para oferecer a amigos e conhecidos. Um livro para pessoas criativas e generosas? O que tem de extraordinário este The Catcher in the Rye (no Brasil, O Apanhador no Campo de Centeio, editado pela Brasilivros), obra máxima de J.D. Salinger, que atrai legiões de admiradores dos mais diferentes perfis e é cultuado nos mais diversos círculos? Jerome David Salinger, ou simplesmente J.D Sellinger, o autor de um dos livros que mais se lê nos E.U.A.,é uma figura enigmática e muito estranha. Nascido em 1919, desde sempre arredio à imprensa e outras formas de divulgação da sua figura, o que o tornou paranoicamente recluso. Ainda na época do lançamento de The Catcher in the Rye, na década de quarenta, fez o seu editor se comprometer que não lhe enviaria quaisquer críticas que fossem publicadas sobre o livro. Reclamou também que a sua foto na contra-capa estaria muito grande. Solicitou que não fosse feita qualquer publicidade do livro aludindo à sua pessoa, alegando que não queria correr o risco de acreditar no que leria.
The Catcher in the Rye conta, numa narrativa em primeira pessoa, alguns dias na vida do adolescente Holden Caulfield, que acaba de ser expulso da sua terceira escola bem às vésperas do natal, nos EUA do pós-guerra.
Aos dezessete anos, Holden Caulfield narra um aventura vivida aos dezesseis, quando fora expulso do terceiro colégio e decidira retornar imediatamente à casa dos pais. Inicia uma viagem, uma jornada por Nova Iorque, passando por hotéis, bares, Central Park.
Holden Caulfield é herói e vilão ao mesmo tempo, é rebelde, sensível e ama a irmã acima de tudo, mas também é irresponsável, mentiroso e covarde. É o adolescente rico, desajustado, vítima do capitalismo dos Estados Unidos, na década de quarenta, que permite-lhe transitar pelos prazeres mundanos, que, no entanto, são repletos de pessoas interesseiras, falsas.
Em dado momento, Holden Caulfield é assediado pelo professor que admira, o mesmo que dissera que ele estava caindo, tentando mostrar-lhe a anormalidade. A descoberta da homossexualidade do professor o deixa enojado e consegue fugir do apartamento. Em outro momento, encontra outros adolescentes, entre eles uma ex-namorada que julgava ainda amar, porém, constatou que era estúpida, assim como os demais ali. Seu universo social era de débeis, vazios.
Holden Caulfield perambula pela cidade, à procura de si mesmo, de um sentido para continuar a viver, e rememora momentos marcantes de sua vida. Entre eles, quando a irmã pergunta-lhe porque é rebelde, porque se auto-destruía e porque não gostava de nada. Ele, angustiado, depressivo, evocou a imagem criada pelo poeta escocês Robert Burns, uma metáfora de sua vida. Imaginou um campo de centeio repleto de crianças brincando e a si na borda do abismo apanhando as que caíam!
Assim sentia-se, um reflexo de sua geração.

3 comentários:

  1. O texto é bom e rico em detalhes. Só achei que faltou um comentário pessoal para enriquecer ainda mais o texto. Abraços!

    By: Raphael Mendes

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  2. Um otimo texto, com bastante informações sobre o enredo.

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  3. Resumo perfeito com abordagem dos aspectos individuais e totais da obra.É realmente um tratado sobre as descobertas da adolescência e a identificação dos temas realcionados.

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